inesperado
O Esperléu inesperado
“…e eu, qual mariconço, desato a fugir dali para fora…”
Para
explicar como se faz um Esperléu
pelo inesperado, iremos citar um exemplo de uma historieta que pode ser
contada por um amigo a outro:
-É
pá, ontem fui ali ao café, tava lá sentado a beber um
copo, entra um gajo, senta-se na mesa à minha frente, e ficou quase sempre a
olhar para mim. Comecei-me a enervar, levanto-me, vou direito a ele e digo-lhe:
“Ó seu parvalhão, continuas a olhar para mim rebento-te os cornos, ouviste?
Parto-te todo!” É pá, eu tava todo enervado, o gajo
levanta-se da mesa, eu fiquei ali a olhá-lo mesmo nos olhos, o gajo vai para
falar, eu interrompo-o e digo: “Cala-te ranhoso!!
Levas-me um murro mesmo no meio da cara rebento-te todo!” tinha a mão em punho
já a apontar à cabeça dele, eu tava cada vez mais enervado- “Escavaco-te essa tromba!! Rebento-te tooodo!” o gajo começa a arregaçar as mangas, e eu, qual mariconço, desato a fugir dali para fora, rabinho entre as
pernas, cheiinho de medo a fugir que nem um bebé! Ala! Foge cobardolas! o gajo atrás de mim, toda a gente a olhar para mim, eu a
fugir o coração a bater que nem doido, mijei-me todinho! “-Baza!”
eu só pensava para comigo: “Raspa-te daqui p’ra fora
antes que leves uma coça”, enquanto corria dali para fora, todo mijado e a
cheirar mal. Ai não!! Foge! Rabinho entre as pernas ó
cobardolas que eu sou!
E
esboce um sorriso ao seu amigo
Ponha
emoção enquanto conta a história, ponha emoção nas palavras, viva realmente como se lá tivesse
estado a fugir cobardemente após uma arrogante ofensiva verbal. Veja que este Esperléu é
realmente humilhante para si e para a sua imagem, experimente fazê-lo e verá
que por momentos sentirá um mundo novo a abrir-se para si. Quebre as regras,
faça este Esperléu.