chunga
O
Esperléu chunga
“Arrota kepi-shota! Ai não!! Tá a andar de mota! Até a barraca abana! Bazéeeeiiiiin! Ò pá, a minha garina
na gosta disso, pá!..”
Eis algumas
das expressões mais comuns dentro dos conteúdos da comunicação inter-chunga. A auto-promoção caracterizadora de cada um
dentro da vida humana atinge o “ground-zero” no
exibicionismo descabido e espalhafatoso dos chungos.
Estes, convencidos de que estão no centro de cada acção por instrumento das
suas manifestações obsoletas, erram gravosamente. O mundo espanta-se, sim, mas
pela negativa impressão que causam.
Apesar de
tudo, o factor positivo que nos fez garantir o Esperléu chunga
é a completa desarmonia que as suas expressões rançosas causam no seu meio
circundante. É muito engraçado aperceber-se da incultura deste “estrato social”
que, paradoxalmente, se exibe mas colhe a diminuição.
Para usufruir
deste tipo de Esperléu,
deve lançar expressões semelhantes às citadas em qualquer lugar público (ou
privado, desde que assistam um mínimo de duas pessoas). Escarneça de si mesmo
rebaixando a idiossincrasia da sua implantação na sociedade, desça ao nível
troglodita e neo-tribal dos chungas que são a faceta
urbana do atrofio evolucionista.
(Salvaguarde-se
a possibilidade de se poder incorrer em erro por ajuizar demasiadamente
depressa, estereotipando alguém sem justa causa perante atitudes comparáveis. Chungo é aquele que mantém esta postura caricata a grosso
modo ao longo de grande parte do seu dia-a-dia.)