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esperleu (esperleu) wrote,
@ 2003-09-28 10:30:00
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    nascimento

     

     

    O nascimento do Esperléu

     

     

    Foi nos arredores de Tomar, em finais dos anos 90, que foi feito o primeiríssimo Esperléu. Nasceu de forma livre mas teve um parto difícil. Nós, construtores do método esperlipéu-pilau, gritávamos “CHAPARNÉLI, PINIMOLI, CAPARNÍTI!” ou então “ESPERLÉUPÉUPÉU CHIPERNIPÉLI!”, enquanto afinávamos a técnica que retomamos de um empregado de mesa que tantas vezes dizia: “TRACAFECO TRACALHAMBECO!” Foi rebuscando nas memórias deste homem de nome António que produzimos e desenvolvemos todo o mundo dos Esperléus. “Espernicoti-Esperlóf!” dizíamos, sintonizando desta forma os esberréus calhastamínis. Cada nova palavra fazia lembrar um esterniféti caparnéli, e nós fazíamos caretas estaparlélas. Ainda no contexto das origens dos esperliços brota das lembranças mais profundas que alcançamos um Esperléu de intensa originalidade do Macedo chipinéti: “Ahhh Ahh Ahhh Ahhhh! Sabes o que é que eu estóu a dizer? Tou com fome.” Estes foram provavelmente os primeiros momentos em que se “esperleou” em Portugal, e, provavelmente no mundo.

     Decidimos juntar esforços para criar uma nova linguagem que, por via directa, pegasse nas emoções em estado condensado trazendo-as à luz. Queríamos despontar aquelas sensações que tantas vezes as palavras não sabem definir e soltar as rédeas da imaginação, ajuntando tremendas gargalhadas pós-escárnio. Rimos imenso mas depressa nos apercebemos do valor revitalizador do Esperléu que forneceu um enorme recobro na nossa saúde anímica. O ócio esgueirou-se para fora das nossas vidas e a comédia instalou-se a cada momento em que traduzíamos mensagens simples em convulsões quase esquizofrénicas.

    Experimentamos o sabor da crítica comportamental de alto calibre, dissimulada do outro lado de uma agradável paranóia. O Esperléu nunca agride, bem pelo contrário, faz aflorar sorrisos nitidamente naturais, traz alegria à vida de quem os faz e à de quem os assiste.

     



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